• O que é esse “tal perfil” que as empresas tanto procuram?

    28 Oct 2015
  • Vamos lá, vou tentar explicar esse “tal perfil” que causa dúvida e estranhamento quando vocês participam pela primeira vez de um processo seletivo. Um questionamento recorrente é: e agora? Não fiz estágio, não fiz iniciação cientifica, não participei da empresa júnior, atlética, não fiz intercâmbio, não participei do Programa Ciências sem Fronteiras …tenho esse perfil que as empresas buscam?

    Primeiramente, o perfil é uma somatória das qualidades (comportamentais) e das suas conquistas, ou seja, realizações adquiridas durante a sua trajetória de vida. Refiro-me aqui às experiências acadêmicas, pessoais e profissionais (quando houver).

    Vamos lá, faça o seguinte exercício:

    – Pense naquelas características que são lembradas pelas pessoas próximas a você;
    – Pense nas suas habilidades em aprender, ensinar, relacionar-se, etc.
    – Pense o que marcaria o seu comportamento no ambiente de trabalho;
    – Pense sobre o que você tem de melhor e tente organizar estas informações, usando palavras relevantes e que estejam relacionadas à sua área de atuação/formação.

    Quando as empresas definem o perfil estão dizendo quais características comportamentais, conhecimentos e habilidades, além da formação acadêmica, esperam da pessoa que irá ocupar uma determinada vaga.

    Entende-se por características comportamentais o seu estilo, postura, atitudes, liderança, comunicação, capacidade de se relacionar, influenciar, agilidade, flexibilidade, inovação, coletividade, ou seja, capacidades que geram valor para a empresa. Tudo isso levando em consideração a cultura e ambiente geral da organização (estilo de gestão, políticas específicas e estrutura hierárquica), bem como, outras de suas características: localização, tipo de negócio, porte e ambiente físico.

    Acho interessante citar uma frase da Profa. Paulette Alberis Alves de Melo,  mestre em Administração pela Universidade IMES e professora convidada da Fundação Getúlio Vargas, que complementa bem este cenário: “As empresas contratam pela atitude, pelas atividades que somos capazes de desenvolver. É a atitude emocional que faz a diferença. O quanto de amor eu coloco no trabalho”.

    E por fim, quando se encerra um processo seletivo, costumamos dizer aos candidatos que nunca se considerem reprovados, pois o que está sendo observado durante um processo seletivo é o alinhamento do grau de conhecimento, habilidade e especialização de cada um com o perfil buscado pela organização e isso pode variar de empresa para empresa, de negócio para negócio, de mercado para mercado.

    Por Maria Cristina Barbosa
    Consultora da Cia de Talentos

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