• Empreenda onde quer que seja!

    2 Dec 2013
  • Hoje vou deixar de lado conceitos e teorias para compartilhar um pouco da minha opinião sobre um tema que sempre me perguntam e ganha especial ênfase nestes dias que passaram com a Semana Global do Empreendedorismo: Como saber se uma pessoa tem perfil empreendedor?

    Não seria mais simples manter tudo como sempre foi feito em vez de mudar as coisas o tempo todo? Para que mexer em time que está ganhando não é mesmo? Pois é, o mundo mudou e se sua resposta para essas perguntas foi sim, temos um problema.

    Ter perfil empreendedor é ter a capacidade de tornar ideias em projetos concretos e é alimentar-se de questionamentos, buscando soluções novas para o que já existe. Um empreendedor nato não se preocupa só se a mudança que sua ideia proporciona é para um grande projeto ou uma parte do projeto de alguém, pois o importante mesmo é inovar sempre – seja um projeto, um processo, uma ação, ou uma revolução…

    Empreendedor é aquele que tem atitude, explora e propõe mudanças que ninguém enxergou ou achava que era possível. É aquele que faz todo dia um caminho diferente para chegar ao mesmo lugar (inclusive no sentido figurado) e recrimina a ideia de uma vivência passiva. É aquele que se preocupa em revisitar processos que só fazem produzir “mais do mesmo”.

    É também um ser curioso, criativo, proativo, observador e otimista – mas sempre com um dos pés no chão. Sem esse pé no chão não seria um bom empreendedor porque este precisa, além de seu inconformismo, de senso prático e realista para transformar uma ideia em algo concreto, com reflexão e cautela. Ou seja, para concretizar suas ideias, um empreendedor precisa: (1) ter boa capacidade de organização e planejamento, (2) persistência e sabedoria para não desistir no primeiro tombo, (3) visão global de negócios, assim como (4) ousadia para assumir riscos.

    Estas características empreendedoras podem existir em maior ou menor grau em cada pessoa, porém acredito que todo mundo tem um pouco dessa combinação, basta se descobrir. Talvez seja por isso que eu tenho notado que cada vez mais as empresas tem considerado importante estimular o lado empreendedor dos profissionais. Esta atitude agrega valor para as atividades desempenhadas, inicia novos projetos internos em diversas esferas e estimula a inovação e cocriação.

    Enfim, se você se identifica com algumas destas características, não as desperdice. Parodiando Gandhi, “seja a diferença que você quer ver no mundo”, seja no mundo corporativo ou no seu “próprio mundo”.

    Texto publicado na Coluna “Carreira em gerações” do Exame.com
    por Sofia Esteves

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