• Socializando…

    21 Jun 2013
  • Como a atuação social dos jovens é vista nas empresas? Qual o peso disso no processo seletivo?

    Logo que recebi o tema não pude deixar de pensar nas minhas aulas de Psicanálise (fiquem tranqüilos que o objetivo não é dar uma aula) – brincadeira – mas a teoria psicanalista traz a análise de que o envolvimento social está mais associado a satisfação ou preenchimento do indivíduo do que propriamente a um sentimento altruísta. Forte né? É para pensar, não é para aceitar!

    E por que eu achei necessário trazer essa reflexão antes de entrar propriamente no tema que mais interessa a todos vocês – atuação social X processo seletivo? Porque no momento em que cada um de vocês escolherem uma atividade social para se dedicar, lembrem que normalmente serão situações de vulnerabilidade e que a chegada de uma, duas ou dez pessoas tem impactos importantes sobre aquela dada realidade.
    O que fica do que foi dito até agora: Façam, se envolvam no que vocês acreditam (e na vida profissional não é diferente, certo?!) e uma vez escolhido, determinem o tempo que vocês poderão doar e se disciplinar para isso.

    Agora, como tudo isso converge para Recrutamento e Seleção?
    Pensando no universo da Cia de Talentos – em que focamos nos jovens em início de carreira, sem experiência profissional – no que vocês acham que nos baseamos para selecionar?
    A resposta é simples: Em todas as atividades nas quais vocês se envolveram!

    De que forma?
    Atualmente por aqui, a atuação social dos candidatos pode ser exigida já na inscrição, como pré-requisito, mas isso ainda não é tão comum. Entretanto, no contato com os candidatos, nas dinâmicas de grupo e nas entrevistas, as experiências extracurriculares (de cunho social ou não), contam pontos a favor do candidato. Todos devem estar se perguntando como. Lá vai a consultora entregar o ouro da seleção. Poxa… Comportamentos como sustentação pessoal, disciplina, orientação para resultado, trabalho em grupo são freqüentemente exigidos em Programas de Trainee (e às vezes, em seleção para estágio) uma vez que são muito compatíveis com as exigências das empresas atualmente. E onde você pode desenvolver tais comportamentos? Isso mesmo, com atividades extracurriculares.

    Ficou confuso?
    Então eu pegarei o exemplo da AIESEC para explicar: sem fins lucrativos, gerida por jovens estudantes e recém-formados, composta por pessoas de diferentes formações, culturas e religiões. As principais habilidades que a AIESEC ajuda a desenvolver são: Liderança, habilidades multifuncionais, efetividade, responsabilidade social, diversidade, internacionalismo e autoconsciência. Todas essas experiências desenvolvem comportamentos muito aderentes ao solicitado pelas empresas.

    Para terminar, gostaria de dizer que não apenas atividades como participar da AIESEC ou Empresas JR podem ajudar a desenvolver as competências de um jovem profissional. Participar de ONGs, grupos de esporte, escoteiro, ser síndico de prédio (sim, síndico – Tem noção do trabalho de cuidar de 50, 80 famílias?!) fazer iniciação científica, produzir blogs (cuidado com o português e o conteúdo) são atividades que ajudam na formação e desenvolvimento. Socialize!

    por Viviane Carmelingo
    Consultora Head de Processos Seletivos da Cia de Talentos

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