• Intercâmbio: como valorizar essa experiência no currículo

    11 Sep 2015
  • Você com certeza já deve ter ouvido e lido que o currículo é um documento que deve ser sucinto, a fim de chamar a atenção de quem lê, de maneira objetiva. Já deve ter ouvido também que um intercâmbio é uma das melhores e mais intensas experiências que alguém pode ter na vida.

    Como reunir essas duas coisas em uma só? Como resumir a intensidade e toda a vivência de um intercâmbio de forma breve, mostrando o quanto ele foi significativo, em um currículo? É fato que um dos objetivos de quem busca participar de um intercâmbio é aprimorá-lo, mas como fazer isso, na prática?

    O primeiro passo é analisar o tipo de intercâmbio escolhido. Existem algumas pessoas que buscam desenvolver um idioma. Outras procuram cursos específicos no exterior,  graduação (ou parte dela), mestrado, pós-graduação, etc. Outras ainda aproveitam o intercâmbio para ter uma experiência profissional fora ou realizar atividades voluntárias. Todas essas alternativas são válidas (se bem vividas) e contribuem para o desenvolvimento de algumas competências pessoais.

    Um currículo, por sua vez, é constituído de alguns itens principais a serem preenchidos e que falam um pouco sobre quem é você e o que você sabe, como formação acadêmica, experiência profissional, idiomas e outras atividades.

    O desafio então é encaixar as vivências do intercâmbio nas seções de um currículo. Seguem alguns exemplos:

    INTERCÂMBIO PROFISSIONAL:

    Coloque a vivência profissional que teve no exterior, no espaço do currículo referente às suas experiências profissionais anteriores. Coloque o nome da empresa em que trabalhou ou do projeto (caso tenha trabalhado por um tempo em algum projeto específico) e o período (“de jan/2013 a janeiro/2014”, por exemplo). Coloque também o seu cargo e quais foram as suas principais funções. E claro: não deixe de mencionar o país em que realizou esta atividade!

    INTERCÂMBIO ACADÊMICO:

    Coloque a formação acadêmica que teve no exterior, no espaço do currículo referente à sua formação. Coloque o nome da instituição em que estudou, curso que fez e a data de início e conclusão do curso. Se esta formação fora fizer parte da sua graduação no Brasil, preencha da mesma forma (instituição, curso e período) embaixo das informações da graduação nacional. Se for um curso de pós-graduação ou mestrado, a regra também é a mesma.

    INTERCÂMBIO PARA CURSOS ESPECÍFICOS:

    Neste caso, coloque o curso, a instituição, o período e o país onde realizou no campo “Outras Atividades”.

    INTERCÂMBIO PARA CURSO DE IDIOMA:

    Neste tipo de intercâmbio, além de estudar outra língua, o intercambista realiza atividades culturais. Esta experiência pode ser incluída no campo “Outras Atividades” com uma descrição breve da experiência, conforme sugestão abaixo:

    “Realização de intercâmbio cultural com o objetivo de aprimorar o idioma inglês. Curso realizado na Vancouver Community College, residindo por seis meses (de janeiro a julho de 2014) em host Family e interagindo 100% do tempo com nativos e estudantes de outras nacionalidades.”

    Caso no intercâmbio tenha feito alguma prova para obter certificação de nível de algum idioma (TOELF e Cambrige, por exemplo), inclua esta informação no campo “Idioma”, preenchendo o seu atual nível da língua e, entre parênteses, a certificação obtida.

    INTERCÂMBIO PARA TRABALHO VOLUNTÁRIO:

    Este tipo de intercâmbio também pode ser mencionado como “Outras Atividades”, de maneira sucinta, destacando o país em que foi realizado, o período e a atividade em si.

    Estas são algumas dicas que podem ajudá-lo a apresentar seu intercâmbio e os aprendizados que teve com ele de maneira resumida em um currículo. Mas, mais importante que isso, queremos lembrar: não viva seu intercâmbio apenas para “rechear” o seu currículo!

    por Luís Maurício Sant’Ana Silva 
    Consultor de Processos Seletivos da Cia de Talentos

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