• Cara a cara com o gestor

    12 Jan 2016
  • No início da trajetória profissional, todos nós percorremos um caminho longo e cheio de expectativas (nossas, da família, da sociedade…). Desde a escolha do curso, a concorrência no vestibular, a primeira exposição em um seminário na faculdade, até o primeiro estágio (momento em que várias de nossas escolhas serão vividas na prática). Só que antes disso, nos deparamos mais uma vez com a temida “concorrência”. Chegou a hora de encarar os processos seletivos!

    Aqui no blog, temos várias dicas sobre como se portar em uma dinâmica de grupo ou na  primeira entrevista, mas cá entre nós, o momento do “tête a tête” com o gestor, às vezes diretor, às vezes presidente, esse complica a nossa vida, não?

    Pensando na minha experiência (eu também passei por isso! #quemnunca?), o frio na barriga aumentava quando a palavra “gestor” surgia em um e-mail de agendamento de entrevista. Pode ser que pelo nível hierárquico ou mesmo porque surgia um pensamento mais ou menos assim “Gestor! Uma pessoa com experiência, que sabe muito sobre aquela área, sobre a empresa. O que eu, mera estudante de psicologia, posso contar para ele?”. Isso nunca me impediu de encarar a situação, mas que era difícil, ô se era!

    Hoje, estando do lado de cá, ou seja, sendo recrutadora, conheci melhor esse mundo e quero muito desmistificar algumas coisas para você, candidato! Quem sabe assim essa jornada fica mais tranquila, né?

     

    Não subestime as suas experiências, elas podem valer mais do que você imagina!

    Claro que a pessoa que vai te entrevistar tem um know-how mais aprofundado sobre a atuação em determinada área, senão não estaria nessa posição, certo? Isso não significa que precisamos nos “menosprezar”, ficar jururu e fazer um drama! Sejamos justos: tá, eu não tenho todo esse background, mas enquanto candidato a uma vaga de estágio/trainee, o que eu tenho para oferecer? A resposta está com vocês, mas eu vou tentar ajudar:

    Sabe aquele futebol semanal, aquele que você precisa organizar, saber fazer parte de um time, respeitar o erro do outro, lidar com pessoas diferentes? Então… Sabe aquela iniciação científica? Aquela em que seu orientador não tinha tempo e você teve que ter muita autonomia para concluir? Então… Ou mesmo aquele “help” que você deu na organização das economias da sua família, uma planilha de Excel, contas na ponta do lápis e o sorriso no rosto dos seus pais? Então…

    Olhando para a nossa rotina, conseguimos identificar várias experiências que nos fazem atrativos, que provam que a falta de experiência na área, não te torna menos importante!

     

    Lembre-se: estar preparado é diferente de decorar respostas prontas!

    Não existem respostas prontas. Não mesmo! Mas preciso ser honesta com vocês, não dá para dar de cara com seu futuro chefe e gaguejar para responder à perguntas simples, como: por que Marketing? Por que essa empresa?

    Sempre penso que essas pessoas são apaixonadas pelo que fazem ou pelo menos dedicam muito tempo a essa função. Por isso, tudo que elas precisam é sentirem-se seguras da decisão que estão tomando (a sua contratação!).

    Falando um pouco de bastidores, uma vaga aberta significa a necessidade de uma pessoa naquela posição. Caso o gestor contrate alguém que se mostrou muito “em cima do muro” durante a entrevista, as chances do candidato desistir da vaga ou se mostrar frustrado na função aumentam.  Por isso, os gestores tendem a ser mais exigentes durante a seleção.

    Tá, a gente entende que é difícil ter certeza de uma área, mas alguma motivação para você seguir e chegar a uma entrevista final deve existir, e é ela que você precisa mostrar nesse momento!

    Resumindo: a ideia aqui é mostrar que assim como você vai para a entrevista morrendo de vontade de que dê tudo certo, acredite, a pessoa que te aguarda espera a mesma coisa. Uma dose de #autoconhecimento e um toque de #preparação, podem fazer toda a diferença e deixar apenas o nervosismo natural, humano – aquele que nos motiva, que nos faz agir e mostrar o nosso melhor – aparecer.

     

    Por Gabriela Cruvinel
    Consultora da Cia de Talentos

     

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