• Talentoso ou esforçado?

    6 May 2013
  • O filme australiano “O último dançarino de Mao”, lançado em 2009, retrata a história real de um bailarino, Li Cuxin, que aos 11 anos é retirado da sua família que vive em uma pobre aldeia chinesa para ser treinado e preparado para fazer parte do balé oficial do país. Logo no início, ele se depara com algumas dificuldades como: distância da família, imaturidade emocional, disciplina rígida, professores severos e sua própria falta de habilidade e interesse pelo balé. O bailarino é dono do famoso “pé chato” e demonstra ter dificuldade para manter o equilíbrio em algumas situações. Além disso, a forma imposta como a arte é ensinada traz para Lin um desinteresse pela dança. É um professor que acaba revertendo essa história, já que ele influencia positivamente Lin ao compartilhar sua paixão pelo balé e ao incentivar o protagonista, aconselhando que para ser um bailarino brilhante não basta ter talento, é preciso ser esforçado e se dedicar mais do que todos os outros.

    A partir dos conselhos do seu mentor, Lin passa a assistir vários vídeos de apresentações de balé do mundo todo e a se espelhar em grandes bailarinos. Além disso, o protagonista inicia uma rotina de treinamento focada em enaltecer seus pontos fortes e ganhar mais força para superar suas dificuldades e limitações com a dança. Já quase adulto Lin é convidado para um intercâmbio cultural em uma companhia famosa de dança no Texas e o motivo da escolha do diretor é: ele não é só um bailarino disciplinado e tecnicamente impecável, ele transmite emoção ao dançar.

    O que acontece depois disso vale a pena conferir você mesmo, e caso realmente ainda não tenha visto, podemos adiantar que o filme retrata bem uma velha pergunta: Para se destacar no mercado de trabalho o talento é mais importante que o esforço e a dedicação? Em uma época na qual só se fala em talento, vale lembrar que os maiores líderes de empresas são profissionais que mais do que talentosos, se esforçaram e imprimiram muita dedicação em suas carreiras. Em um ambiente com tantas pessoas talentosas e às vezes talentos tão similares, o comprometimento faz muita diferença. É claro que o ideal é a combinação de talento e esforço, no entanto, talento sem esforço pode levar à arrogância ou pouca ação de fato. Já o esforço sem talento pode levar a importantes aprendizados e valiosos resultados. Para identificar, fortalecer e aprimorar talentos é preciso muito esforço e dedicação! Contar com a certeza de que o talento será visto e valorizado sem esforço é deixar de ser protagonista da própria história.

    “Na construção de carreira e da vida de forma geral é preciso que haja dedicação e uma vontade genuína de querer aprender. Não há talento que se mantém se não estiver aliado a um constante esforço da nossa parte. É importante que o jovem em início de carreira busque o sucesso naquilo que faça sentido para ele e ouça apenas um bom conselho: Não leve em conta conselhos de quem te mostra caminhos fáceis. Não há atalhos.” (Gilberto Dimenstein, Colunista da Folha de São Paulo para o livro “Carreira: você está cuidando da sua?”)

    Assista ao trailer aqui!

    por Renata Magliocca
    Gerente de Inovação da Cia de Talentos e Co-autora do livro “Carreira: você está cuidando da sua?”

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