• #Juntos

    4 Dec 2013
  • Desafios em grupo agregam mais que metas individuais!

    Você já imaginou uma viagem para o exterior com tudo pago pelo chefe? Algumas empresas já perceberam as vantagens de motivar seus colaboradores para o desenvolvimento de metas em grupo e abusam da criatividade. Os 130 funcionários da empresa de tecnologia Acesso Digital, por exemplo, precisam dobrar o faturamento neste segundo semestre. Parece difícil, não é mesmo? Para isso, eles recebem um belo incentivo: se conseguirem atingir a meta, todos ganharão uma viagem ao exterior, além de prêmios e todas as despesas pagas por uma semana.

    Este é apenas um caso, entre dezenas, que eu poderia trazer aqui para mostrar como soluções motivacionais em grupo podem trazer resultados positivos para as organizações. Reconhecimentos financeiros como bônus, 14º salário ou mesmo premiações em dinheiro, sem dúvida, também trazem excelentes resultados em campanhas de incentivo. Mas, certamente proporcionar experiências únicas é algo que impacta histórias de vida, gera valor e as pessoas nunca esquecem.

    Vale lembrar que este – assim como qualquer outro tipo de política de incentivo -requer alguns cuidados por parte das organizações. Metas individuais são importantes sim, mas a competitividade direta entre funcionários convém ser evitada. Não podemos esquecer que competir é inato ao ser humano e isso sem querer pode gerar algum ruído. Para isso, é importante que as regras do “jogo” sejam bem transparentes e a liderança acompanhe a campanha motivacional bem de perto para dar o tom adequado ao desafio.

    Por que estas campanhas repercutem tão bem?
    Metas em grupo, quando bem estruturadas e aplicadas com transparência, trazem vários pontos positivos para as organizações. Todos saem ganhando – tanto empresa quanto colaboradores. Além dos resultados financeiros, estas campanhas motivacionais proporcionam integração dentro das equipes, fortalecem o papel da liderança, promovem interação entre colaboradores de diferentes áreas e permitem que as pessoas desenvolvam competências que talvez nem saibam que possuem.

    Mas, e eu?
    Hoje as pessoas também têm necessidade de serem reconhecidas como indivíduos – só dinheiro não basta. Querem saber se a empresa valoriza e vê significado naquilo que elas fazem. Trazer este reconhecimento a público por meio de campanhas de incentivo é uma maneira diferenciada de fazer isso. Hoje receber um elogio do chefe pode ter um valor tão grande quanto um reconhecimento financeiro.

    Vejo por aí muita gente que ganha bem, mas não se sente valorizada pela empresa. Se as pessoas não sentem que a organização percebe aquilo que estão entregando como um diferencial, podem se desmotivar. O contrário também é importante. Não adianta só ficar batendo nas costas, fazer elogio e dar um troféu, se não oferecer um salário adequado e compatível com o que o colaborador entrega.

    Esta composição bem equilibrada é a receita de sucesso para engajar as pessoas de acordo com o seu propósito e o da organização. Simples assim!

    Texto publicado na Coluna “Carreira em gerações” do Exame.com
    por Sofia Esteves

  • Compartilhe:
    Tags: