• Chega mais, trainee!

    18 Oct 2013
  • Minha visão sobre “ser um trainee” 

    Assim que estamos prestes a formar nos deparamos com uma grande quantidade de processos de trainee disponíveis no mercado. E a primeira pergunta que muitos se esquecem de fazer antes de participar de um desses processos é: O que é ser um trainee?

    A visão que eu tenho de um trainee é de um jovem que a empresa enxerga como potencial para assumir cargos estratégicos na empresa, em um período de tempo reduzido. Ou seja, é possível estruturar um aceleramento de carreira para este profissional, de modo que ele desenvolva habilidades consideradas importantes para aquele negócio, que agreguem para o crescimento profissional do trainee, e claro, para o futuro da empresa. Com esta descrição, já fica bem clara a razão pela qual eu optei em me tornar um trainee. Qual jovem, nos dias atuais, não gostaria de entrar em uma empresa que claramente está dizendo, acreditamos e estamos investindo em você? Bom, essa foi então minha escolha.

    Me formei em Engenharia Metalúrgica, pela UFMG, e no primeiro momento optei por realizar programas de trainee que fossem na minha área. Vários foram os motivos para este racional: estudei 5 anos de engenharia, preciso fazer estes anos valerem a pena. Ou então, terei mais chances em vagas na minha área de formação. Estas são indagações que fazem até sentido, mas também se espera de um trainee que este tenha “cabeça aberta” para poder enxergar além do óbvio. Porque não trabalhar em outras áreas, outros segmentos? Será que eu não tenho mais potencial para esta ou aquela posição? Eu não posso me desenvolver bem neste ou naquele negócio? Resolvi então me inscrever em processos de trainee de engenharia e de outras áreas.

    O processo seletivo não é dos mais fáceis. São várias provas, painéis, entrevistas. Você é avaliado constantemente. Porém eu enxerguei dois pontos muito positivos com minhas participações nos processos. O primeiro é que você vai se acostumando com a forma de avaliação, e se tornando cada vez mais a vontade com os painéis e entrevistas. Quanto mais confortável e confiante com as participações, mais suas habilidades naturais, que devem ser de fato mostradas, aparecem. O outro ponto é que você sente o perfil da empresa durante os processos seletivos e isto é um bom indicativo para se questionar, eu quero trabalhar nesta instituição ou não? O que eu quero dizer é que os processos seletivos demonstram um pouco da cultura da empresa, seja ela inovadora, agressiva, ética, descolada, etc. Entrar numa empresa na qual você se identifica com a cultura empresarial é o primeiro passo para ter sucesso na escolha.

    Durante as avaliações, percebi algumas características e experiências que eram recorrentes nos candidatos, e imagino que não seja novidade para ninguém: facilidade de comunicação e apresentação pessoal, inglês fluente, experiência internacional, bom relacionamento em grupo, saber posicionar suas ideias com sustentabilidade e claro, saber escutar e adaptar a diferentes situações. Porém, em estágios mais avançados do processo, os candidatos selecionados possuem todas estas características desenvolvidas, e é esta a hora que você tem para mostrar seu diferencial e se destacar em um grupo que já é seleto. Neste momento, cabe a inteligência ou intuição para perceber o que eles estão procurando naquele profissional e destacar suas melhores habilidades que irão de fato agregar para aquela posição.

    Fui aprovado no processo seletivo da Johnson & Johnson e da Votorantim, ambos para vagas em áreas comerciais. Contradizendo o que poderia ser óbvio para muitos, optei em sair de uma zona de conforto construída por um background em Metalurgia e arrisquei adentrar-me no mercado de Medical Devices, na qual nunca havia tido o menor contato. Como se não bastasse, ao ingressar na Johnson tive que optar por escolher entre duas unidades de negócio passando por momentos diferentes. Uma unidade sólida e bem estabelecida no mercado, e uma unidade recém-criada, ainda pequena, mas com um potencial enorme de crescimento. A decisão não foi tão difícil. Pensem: jovem, trainee, desafiador. Vamos pela segunda opção!
    Ser trainee é um investimento que se faz esperando colher bons frutos no futuro. Porém não se pode esquecer que esta é só a largada de uma longa trajetória. Nós fomos escolhidos porque acreditaram que tínhamos potencial para nos desenvolvermos de forma sólida nas empresas, e para isso estão nos oferecendo as melhores ferramentas. Mas até então, é só um potencial. Cabe a cada um, após assumirem seus cargos, mostrar a razão pela qual foram selecionados e fazerem a diferença na sua empresa.

    por Rafael Antônio Reggiani Alves
    Trainee Johnson & Johnson selecionado via Cia de Talentos

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